Concurso ISS Manaus 2026: edital publicado, inscrições abertas e provas marcadas

  • Atualizado em 28 de Julho de 2026: Edital publicado
  • Atualizado em 07 de Maio de 2026: FCC definida como banca organizadora

O concurso ISS Manaus 2026 entrou oficialmente na fase de inscrições para Auditor Fiscal de Tributos Municipais da Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação, a Semef.

A carreira combina fiscalização, auditoria contábil, lançamento de tributos e análise da legislação municipal, com atuação direta sobre ISS, IPTU, ITBI e a implantação do IBS.

O edital atual ampliou o número de vagas e tornou a prova mais extensa do que a seleção de 2019, o que tende a manter a concorrência em nível elevado entre candidatos experientes da área fiscal.

Concurso ISS Manaus

  • Último concurso: 2019
  • Situação atual: edital publicado e inscrições abertas
  • Previsão oficial: provas objetivas em 1º de novembro de 2026 e discursiva em 24 de janeiro de 2027
  • Base da informação: Edital nº 01/2026 da Semef, página oficial da FCC e comunicado da Prefeitura de Manaus
  • Leitura sem boato: explicamos o que está confirmado no edital, quais etapas ainda serão realizadas e como organizar o estudo dentro do cronograma oficial

Situação atual do concurso ISS Manaus em 2026

O concurso está com edital publicado e período de inscrições em andamento. A seleção é regida pelo Edital nº 01/2026 da Semef e será executada pela Fundação Carlos Chagas, responsável pelo recebimento das inscrições, aplicação das provas, processamento dos recursos e divulgação dos resultados.

A página oficial do concurso na FCC informa que as inscrições começaram às 10h de 27 de julho e permanecerão abertas até as 23h59 de 27 de agosto de 2026, considerando o horário de Brasília. A taxa foi fixada em R$ 300, com pagamento permitido até 28 de agosto.

O candidato deve prestar atenção à diferença de fuso horário. Manaus está uma hora atrás de Brasília durante esse período. Como a FCC utiliza o horário de Brasília em seus prazos, deixar a inscrição ou o pagamento para os últimos minutos pode causar erro na contagem do encerramento.

O Edital nº 01/2026 oferece 20 vagas imediatas e formação de cadastro de reserva para Auditor Fiscal de Tributos Municipais, Nível I. São 19 vagas de ampla concorrência e uma reservada a pessoa com deficiência. O concurso terá validade de um ano a partir da homologação do resultado final, com possibilidade de prorrogação uma única vez pelo mesmo período.

A seleção será dividida em três fases. A primeira reúne duas provas objetivas, ambas eliminatórias e classificatórias. A segunda será uma prova discursiva, também eliminatória e classificatória. Depois do resultado definitivo da discursiva, os candidatos habilitados passarão pela pesquisa da vida pregressa, de caráter eliminatório.

As provas objetivas serão aplicadas em Manaus no dia 1º de novembro de 2026. Pela manhã, o candidato enfrentará a prova de Conhecimentos Gerais, com 90 questões e quatro horas de duração. À tarde, haverá a prova de Conhecimentos Específicos, com 70 questões e mais quatro horas.

Essa divisão muda bastante a experiência de prova. Não são apenas 160 questões no mesmo dia. São duas avaliações independentes, com critérios mínimos próprios e oito horas totais de resolução, fora o intervalo entre os turnos. Resistência, alimentação e administração de tempo terão peso real no desempenho.

A prova discursiva está prevista para 24 de janeiro de 2027. Ela será aplicada somente aos candidatos classificados dentro do limite estabelecido pelo edital, além dos candidatos com deficiência habilitados nas condições previstas. A avaliação terá uma peça prática e três questões dissertativas relacionadas às atribuições do cargo e aos conhecimentos específicos.

A Prefeitura de Manaus confirmou a abertura das 20 vagas e informou que novas nomeações poderão ocorrer conforme as necessidades administrativas e as aposentadorias na carreira. O comunicado municipal também relaciona o reforço do quadro à ampliação da fiscalização, ao combate à sonegação e à preparação da administração tributária para o novo Imposto sobre Bens e Serviços.

Como estão as inscrições neste momento

A inscrição deve ser feita exclusivamente pela internet, no portal da FCC. O candidato precisa preencher o formulário, transmitir os dados e gerar o boleto dentro do prazo. A inscrição somente será considerada efetivada depois da confirmação do pagamento.

Pedidos de isenção puderam ser apresentados entre 27 e 31 de julho. Quem solicitou o benefício deve acompanhar o resultado e, em caso de indeferimento definitivo, pagar a taxa dentro do prazo geral para não perder a participação.

O cuidado aqui é não confundir preenchimento do formulário com inscrição confirmada. Salvar um protocolo ou gerar o boleto não substitui o pagamento, salvo para o candidato que tenha recebido deferimento da isenção.

Quando serão aplicadas as provas

A primeira fase ocorrerá em 1º de novembro de 2026, com Conhecimentos Gerais pela manhã e Conhecimentos Específicos à tarde. A convocação com locais, horários definitivos e orientações de acesso está prevista para outubro.

Os gabaritos preliminares deverão ser divulgados depois da aplicação, abrindo-se o período de recursos definido no cronograma. O resultado definitivo das objetivas e a convocação para a segunda fase estão previstos para janeiro de 2027.

A prova discursiva será realizada em 24 de janeiro. Depois dela, haverá divulgação do resultado preliminar, prazo recursal e publicação do resultado definitivo. Somente então a administração avançará para a pesquisa da vida pregressa.

Banca definida: o que isso muda para o candidato

A FCC aplica provas de múltipla escolha com cinco alternativas e costuma trabalhar com enunciados tecnicamente bem construídos. A banca não depende apenas de pegadinhas literais. Em disciplinas como Direito Tributário, Auditoria e Contabilidade, é comum combinar conceito, interpretação normativa e aplicação prática.

Outro ponto decisivo está nos pesos. As questões de Conhecimentos Gerais valem um ponto cada. As de Conhecimentos Específicos valem três pontos cada. Uma questão da prova da tarde, portanto, produz o mesmo impacto que três questões da manhã.

Na prática, isso não autoriza abandonar matérias menores, porque o edital exige nota acima de zero em cada disciplina. A estratégia correta é garantir uma cobertura mínima de toda a prova e concentrar o aprofundamento nos conteúdos de maior valor.

O que isso significa na prática para o candidato

Quem já vinha estudando para fiscos estaduais ou municipais precisa reorganizar o ciclo imediatamente. O edital colocou Tecnologia da Informação, Zona Franca de Manaus, Auditoria e legislação tributária em posição central, o que impede uma preparação baseada apenas no eixo tradicional de Contabilidade e Direito Tributário.

Quem está começando agora ainda pode construir uma preparação competitiva, mas não terá tempo para estudar todas as matérias com a mesma profundidade. A prioridade deve seguir a pontuação do edital, acompanhada de simulados longos e treino específico para as duas provas no mesmo dia.

Vale a pena estudar agora?

Sim. Ainda há um período útil até as provas objetivas, e o intervalo entre a primeira e a segunda fase permite que o treino discursivo seja intensificado depois de novembro. O erro seria interpretar esse prazo como suficiente para uma preparação linear e confortável.

A prova tem grande volume, pesos muito diferentes e disciplinas que exigem maturação, especialmente Auditoria, Direito Tributário, legislação local e tecnologia. Para quem já possui base fiscal, o momento é de direcionamento. Para quem começa do zero, a meta deve ser alcançar competitividade progressiva, sem promessa de esgotar todo o programa.

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Nível de dificuldade da prova

O nível é alto. As duas objetivas somam 160 questões e serão realizadas em turnos de quatro horas. O candidato precisa atingir pelo menos 60% dos pontos em cada prova objetiva separadamente e obter nota maior que zero em todas as disciplinas.

Isso cria dois filtros. O primeiro é técnico, porque a prova específica concentra 210 dos 300 pontos da primeira fase. O segundo é operacional, pois o candidato deverá manter concentração durante um dia inteiro de avaliação.

A discursiva aumenta a exigência. Não basta reconhecer a alternativa correta. Será necessário estruturar fundamentação, interpretar situações tributárias e apresentar respostas tecnicamente claras em uma peça prática e três questões.

Perfil da banca

A FCC costuma premiar domínio consistente da matéria. Em legislação, cobra redação normativa, exceções e relações entre dispositivos. Para Contabilidade e Auditoria, trabalha com conceitos, demonstrações, procedimentos e situações aplicadas. Em Língua Portuguesa, interpretação e análise gramatical aparecem integradas ao texto.

O estudo por questões da banca deve ser feito por assunto, não apenas por provas completas. Após cada bloco teórico, o candidato precisa resolver itens recentes da FCC, registrar os erros e identificar se a falha veio de conteúdo, interpretação ou falta de atenção.

Tempo médio de preparação

Um candidato com base consolidada na área fiscal pode usar os meses até novembro para adaptar o estudo à legislação de Manaus, à Zona Franca, aos conteúdos de tecnologia e ao formato da FCC.

Para quem começa do zero, uma preparação integral para uma carreira fiscal normalmente exige de oito a doze meses. Como o cronograma atual é mais curto, será necessário trabalhar com prioridades. Isso não impede uma boa prova, mas reduz o espaço para aprofundar todas as disciplinas antes da primeira fase.

A faixa realista depende da carga diária. Com quatro a seis horas líquidas, já é possível montar um ciclo competitivo. Com menos tempo, o estudo deve ser ainda mais orientado pelo peso de cada bloco.

Para quem esse concurso é ideal

A seleção faz sentido para candidatos dispostos a estudar legislação tributária em profundidade e que não evitam Contabilidade, Auditoria ou Tecnologia da Informação. Também favorece quem já se prepara para ISS, secretarias estaduais de Fazenda e carreiras de administração tributária.

O cargo oferece jornada de 30 horas semanais e atuação técnica em fiscalização, arrecadação e processos administrativos. Por outro lado, a prova não é uma alternativa simples para quem procura apenas um concurso de nível superior com salário elevado. O conteúdo é especializado e a concorrência tende a reunir candidatos de longo prazo.

Cronograma oficial do concurso ISS Manaus

Datas e etapas do concurso

As inscrições permanecem abertas de 27 de julho a 27 de agosto de 2026, com pagamento da taxa até 28 de agosto. A primeira fase está prevista para 1º de novembro, em dois turnos.

A divulgação dos gabaritos preliminares ocorrerá depois da aplicação das objetivas. Após a análise dos recursos e a publicação dos resultados, os candidatos classificados dentro do limite de correção serão convocados para a prova discursiva de 24 de janeiro de 2027.

O cronograma prevê ainda resultado preliminar da discursiva, recursos e resultado definitivo. As datas posteriores podem ser ajustadas pela banca, razão pela qual o candidato deve acompanhar a área do concurso na FCC mesmo depois de realizar as provas.

O que vem depois das provas

Depois das objetivas, a FCC divulgará os gabaritos e abrirá prazo para recursos. Questões anuladas terão a pontuação atribuída segundo as regras do edital, enquanto alterações de gabarito serão aplicadas a todos os candidatos afetados.

Os classificados para a segunda fase realizarão a peça prática e as três questões dissertativas. Essa etapa avaliará conhecimento técnico, fundamentação, capacidade argumentativa, análise tributária, clareza e domínio da língua portuguesa.

Após o resultado definitivo da discursiva, os habilitados serão convocados para a pesquisa da vida pregressa. Concluída essa fase, o concurso poderá avançar para resultado final, homologação, nomeações e posse, respeitando a classificação e a necessidade da administração.

Concursos anteriores do ISS Manaus: histórico e comparativo

Antes do edital atual, a principal referência da carreira era a seleção realizada em 2019, também organizada pela Fundação Carlos Chagas.

Concursos anteriores ao edital atual

O edital de Auditor Fiscal publicado em 2019 ofereceu dez vagas para a carreira. O requisito era curso superior em qualquer área, padrão mantido em 2026.

A primeira fase anterior tinha 100 questões objetivas. Depois dela, os classificados faziam uma prova discursiva composta por peça prática e duas questões. O candidato precisava atingir 60% da pontuação objetiva e não podia zerar disciplina.

O concurso foi homologado em 2020, e a Prefeitura realizou convocações adicionais durante a validade. Esse histórico mostra que o cadastro de reserva pode ser utilizado, embora nenhuma nomeação além das vagas imediatas seja garantida.

O que mudou de um edital para o outro

A mudança mais visível foi a ampliação de dez para 20 vagas imediatas. O formato da avaliação também cresceu: a primeira fase passou de 100 para 160 questões, separadas em duas provas com pontuações distintas.

A discursiva ganhou mais uma questão dissertativa. Em 2019, havia peça prática e duas questões. Agora, serão uma peça e três questões, aumentando o volume de produção escrita e a variedade de assuntos que podem ser explorados.

O conteúdo também mudou para acompanhar a administração tributária atual. Banco de Dados, SQL, Governança de Dados, Segurança da Informação e legislação da Zona Franca de Manaus receberam espaço expressivo. Não são tópicos acessórios. Juntos, os três blocos valem parcela relevante da nota específica.

Outro avanço foi remuneratório. O valor anunciado no edital atual é significativamente superior ao de 2019, refletindo reajustes e alterações no ponto de produtividade fazendária.

Intervalo histórico entre concursos

O intervalo entre os editais de 2019 e 2026 foi de aproximadamente sete anos. Não existe uma periodicidade curta e regular que permita ao candidato presumir a abertura de seleções frequentes para o cargo.

Esse histórico aumenta o valor estratégico do edital atual. Quem pretende ingressar especificamente na administração tributária de Manaus não deve contar com uma nova oportunidade imediata depois do encerramento deste concurso.

Cargos e vagas do concurso ISS Manaus: o que esperar

Cargos e escolaridade exigida

O edital contempla somente o cargo de Auditor Fiscal de Tributos Municipais, Nível I. São exigidos diploma ou certificado de conclusão de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação, em qualquer área de formação.

Bacharelados, licenciaturas e cursos superiores de tecnologia podem atender ao requisito, desde que sejam reconhecidos e estejam concluídos no momento da posse. O diploma não precisa ser apresentado durante a inscrição.

Entre as atribuições estão constituir créditos tributários por meio de lançamento, executar auditorias, fiscalizar contribuintes, examinar documentos e contabilidades, atuar em processos administrativos fiscais, orientar contribuintes e participar da elaboração de normas tributárias.

A descrição completa da carreira aparece no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração da Semef, que também fixa a jornada de 30 horas semanais e disciplina parcelas de produtividade.

Vagas: histórico e o que esperar

O edital atual oferece 20 vagas imediatas e cadastro de reserva. A distribuição é de 19 vagas para ampla concorrência e uma para pessoa com deficiência.

Em comparação com 2019, o quantitativo imediato foi duplicado. A administração municipal também declarou que futuras convocações poderão ocorrer conforme aposentadorias e necessidade de recomposição do quadro. Essa declaração ajuda a compreender a finalidade do cadastro, mas não transforma classificação fora das vagas em direito automático à nomeação.

O que mudou em relação ao edital anterior

Além do aumento das vagas, o edital atual concentra toda a seleção em Auditor Fiscal. Em 2019, a Semef publicou concursos que alcançavam outros cargos fazendários e administrativos.

Para o candidato, essa concentração tende a produzir uma concorrência mais especializada. O grupo de inscritos será formado principalmente por pessoas que já estudam para a área fiscal, e não por candidatos distribuídos entre diversas carreiras da secretaria.

Salários atualizados do Auditor Fiscal de Tributos Municipais

Remuneração do edital

A remuneração inicial é de R$ 27.270,61, correspondente ao Nível I da carreira e à jornada de 30 horas semanais.

O total é composto por:

  • Remuneração do Nível I: R$ 5.561,61;
  • Produtividade Fiscal: R$ 21.709,00.

A parcela de produtividade representa a maior parte da remuneração. Por isso, o valor não deve ser interpretado como um vencimento básico simples. A estrutura remuneratória da Semef combina a remuneração do nível com a produtividade prevista na legislação fazendária.

Como o salário é composto na prática

O plano de carreira organiza o cargo em níveis e prevê evolução funcional. A Produtividade Fiscal é calculada conforme regras próprias, ligadas ao sistema de pontos e à legislação da secretaria.

A Lei municipal nº 3.485/2025 atualizou índices remuneratórios dos servidores da Semef e atribuiu novo valor ao ponto fazendário. Essa atualização ajuda a explicar a diferença entre os valores apresentados nos editais de 2019 e 2026.

O edital não apresenta uma lista ampla de auxílios separados do total remuneratório. Assim, o valor seguro para comparação é o informado no quadro oficial do cargo, sem acrescentar benefícios não confirmados no documento.

O que estudar para o concurso ISS Manaus

Disciplinas cobradas e peso de cada bloco

A Prova Objetiva I terá 90 questões, todas com peso um:

  • Língua Portuguesa: 10 questões;
  • Inglês Instrumental: 5;
  • Matemática Financeira, Raciocínio Lógico e Estatística: 10;
  • Direito Administrativo: 5;
  • Direito Constitucional: 5;
  • Direito Civil e Empresarial: 8;
  • Direito Processual Civil: 5;
  • Direito Penal e Processual Penal: 7;
  • Legislação Tributária Municipal: 20;
  • Contabilidade Geral e Economia: 15.

A Prova Objetiva II terá 70 questões, todas com peso três:

  • Banco de Dados e Linguagem SQL: 10 questões;
  • Governança de Dados e Segurança da Informação: 10;
  • Direito Tributário e Legislação Tributária Nacional: 20;
  • Auditoria e Análise das Demonstrações Contábeis: 20;
  • Legislação Tributária da Zona Franca de Manaus: 10.

Os conhecimentos específicos representam 210 dos 300 pontos objetivos. Direito Tributário e Legislação Tributária Nacional valem 60 pontos, assim como Auditoria e Análise das Demonstrações Contábeis. Somadas, essas duas disciplinas representam 40% da pontuação da primeira fase.

A legislação tributária aparece em três frentes: normas nacionais, legislação municipal e regime da Zona Franca. Juntas, elas somam 110 pontos, mais de um terço da nota objetiva.

O que mais elimina candidatos

O primeiro risco é não atingir 60% em cada prova separadamente. Uma pontuação excelente nos Conhecimentos Gerais não compensa uma nota inferior ao mínimo nos Conhecimentos Específicos, nem ocorre o contrário.

O segundo risco é zerar uma disciplina. Mesmo matérias com apenas cinco questões precisam receber cobertura mínima. Direito Processual Civil, Inglês e Direito Constitucional não podem ser abandonados integralmente.

O terceiro filtro tende a ser a prova da tarde. Ela reúne Direito Tributário, Auditoria, análise contábil, tecnologia e Zona Franca, com peso três por questão. Uma sequência de erros nessa parte produz perda de pontos muito mais rápida.

Por fim, a discursiva elimina quem estudou apenas para reconhecer alternativas. Será preciso escrever uma solução técnica, fundamentar posições e administrar o espaço disponível. O treino deve começar antes do resultado da primeira fase, ainda que ganhe intensidade depois de novembro.

Diferenças em relação a concursos semelhantes

Em comparação com muitos concursos de ISS, Manaus colocou tecnologia em posição central. Banco de Dados, SQL, Governança de Dados e Segurança da Informação somam 60 pontos, o mesmo valor atribuído isoladamente a Direito Tributário ou Auditoria.

A Zona Franca também cria uma característica regional própria. Candidatos vindos de outros fiscos precisarão estudar um conjunto normativo que normalmente não aparece com esse peso em concursos municipais.

A ausência de Administração Financeira e Orçamentária como bloco autônomo e a presença de conteúdos penais, processuais e tecnológicos tornam a matriz menos tradicional do que uma simples adaptação de edital de Sefaz.

Como começar hoje

  1. Baixe o edital e transforme as 15 disciplinas em um ciclo semanal, sem deixar matéria alguma com carga zero.
  2. Reserve a maior parte do tempo para Direito Tributário, legislação nacional, Auditoria, demonstrações contábeis, tecnologia e Zona Franca, porque a prova da tarde concentra 70% dos pontos objetivos.
  3. Estude a legislação tributária de Manaus diretamente pelos textos normativos e crie revisões curtas por assunto, especialmente ISS, IPTU, ITBI, processo fiscal e obrigações acessórias.
  4. Faça blocos de questões da FCC logo após cada tópico teórico e registre os erros por motivo: desconhecimento, confusão entre alternativas ou desatenção.
  5. Inclua Banco de Dados, SQL, Governança e Segurança desde a primeira semana. Deixar tecnologia para o fim pode significar abrir mão de 60 pontos.
  6. A cada duas semanas, simule duas provas no mesmo dia, com quatro horas pela manhã e quatro à tarde, reproduzindo o desgaste previsto para 1º de novembro.
  7. Comece o treino discursivo com uma peça prática ou questão por semana. Depois da objetiva, aumente a frequência para trabalhar estrutura, fundamentação e velocidade.
  8. Acompanhe a área de inscrições e comunicados da FCC para não perder convocação, alteração de cronograma, local de prova ou prazo recursal.

Conclusão

O ISS Manaus deixou a fase de expectativa e já possui regras, banca e calendário definidos. A prova extensa, a força dos conhecimentos específicos e a presença de tecnologia exigem uma preparação orientada pela pontuação, não pela preferência pessoal do candidato. Acompanhe esta página para atualizações sobre inscrições, locais de prova, gabaritos, resultados e próximas fases.

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Sobre o autor • Tiago Leal

Editor do Estudo Certeiro, atua desde 2016 na produção e análise de conteúdos sobre concursos públicos. Ao longo dos anos, já publicou mais de 3.000 artigos voltados à interpretação de editais, cargos e estratégias de estudo, acompanhando de forma contínua as principais seleções do país.

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