O concurso da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico chegou à fase de provimento dos cargos, após a conclusão da segunda turma do curso de formação e as nomeações publicadas em 2026.
A seleção se diferencia por combinar regulação, economia, engenharia, hidrologia, saneamento e gestão ambiental em um cargo federal de alta especialização. O nível de disputa foi elevado: somente a especialidade econômica registrou 2.400 inscrições para 15 vagas, uma relação de 160 candidatos por oportunidade, segundo o balanço oficial da ANA sobre o resultado do concurso.
Resumo rápido
- Concurso Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico
- Último concurso: 2024
- Situação atual: concurso concluído, com nomeações publicadas
- Previsão oficial: sem data confirmada para um novo edital
- Base da informação: resultados, convocações, autorizações e portarias divulgados pela ANA e pelo Cebraspe
- Leitura sem boato: explicamos o que já foi concluído, o que ainda pode ocorrer durante a validade do certame e como estudar sem depender de uma nova autorização
Situação atual do concurso ANA em 2026
O concurso aberto em janeiro de 2024 não está mais recebendo inscrições nem aplicando provas da primeira etapa. O processo seletivo avançou até a realização de uma segunda turma do curso de formação, teve resultado final publicado em abril de 2026 e chegou às nomeações em maio.
A seleção original ofereceu oportunidades para Especialista em Regulação de Recursos Hídricos e Saneamento Básico, divididas em três especialidades. Todas exigiram graduação de nível superior em qualquer área, embora os conteúdos específicos tenham criado perfis bastante diferentes: economia e regulação, engenharia e infraestrutura hídrica, ou gestão de recursos hídricos e meio ambiente.
O concurso foi executado pelo Cebraspe. A primeira etapa reuniu provas objetivas, prova discursiva e avaliação de títulos. Depois, os candidatos classificados precisaram passar por curso de formação em Brasília, também eliminatório e classificatório. Essa estrutura torna o certame mais longo do que um concurso federal baseado apenas em prova objetiva.
Em que etapa está o concurso agora?
Em 27 de abril de 2026, a Agência informou que o Diário Oficial da União havia publicado o resultado da segunda turma do curso de formação e a classificação final dos participantes. Portanto, não há etapa de prova pendente para essa turma. O resultado final divulgado oficialmente em abril de 2026 abrangeu candidatos das três especialidades.
Na sequência, as portarias de nomeação foram publicadas em 11 de maio. Os atos alcançaram profissionais aprovados para o cargo de especialista, inclusive candidatos chamados após a autorização governamental para aproveitamento adicional do cadastro. As nomeações publicadas no Diário Oficial em maio de 2026 confirmam que o certame entrou na fase administrativa de posse e exercício.
O ponto que merece atenção é o cadastro de reserva. Em outubro de 2025, um decreto autorizou a nomeação de aprovados além do quantitativo originalmente previsto em concursos de várias agências reguladoras, incluindo a ANA. A partir dessa autorização, a Agência organizou uma nova turma do curso de formação e realizou sucessivas chamadas para completar as matrículas. O histórico completo desses atos pode ser acompanhado na página oficial do quinto concurso da ANA.
Isso não equivale à abertura de outro concurso. Trata-se do aproveitamento de candidatos classificados no mesmo certame iniciado em 2024. Também não existe confirmação oficial de uma terceira turma, de novo quantitativo adicional ou de outro edital de abertura.
O que isso significa na prática para o candidato
Quem participou da seleção deve acompanhar exclusivamente os canais da ANA, do Diário Oficial e do Cebraspe. Mesmo depois do resultado final, podem surgir atos de posse, desistência, reposicionamento e convocação de candidatos seguintes, desde que haja autorização, vaga disponível e concurso válido.
Para quem ainda não fez a prova, a estratégia muda. Não faz sentido estudar esperando uma reabertura das inscrições desse mesmo edital. O melhor uso do tempo é construir uma preparação de médio prazo para especialista em regulação ou aproveitar o conteúdo em concursos de outras agências federais, órgãos ambientais, entidades de recursos hídricos e carreiras de infraestrutura.
Vale a pena estudar agora?
Sim, desde que o candidato trabalhe com horizonte de médio ou longo prazo e não trate um novo edital como iminente.
O último concurso mostrou uma prova extensa e tecnicamente exigente. O modelo certo ou errado do Cebraspe pune respostas equivocadas com um ponto negativo, o que exige controle de risco, leitura precisa e capacidade de deixar itens sem marcação. Não é uma seleção baseada apenas em memorização. O próprio edital prevê avaliação de compreensão, aplicação, análise e raciocínio.
Nos conhecimentos básicos, a cobrança misturou português, raciocínio lógico, probabilidade, estatística, tecnologia da informação, ciência de dados, recursos hídricos, saneamento e legislação. A parte específica exigiu profundidade equivalente a uma preparação profissional, especialmente em econometria, regulação econômica, hidrologia, hidráulica, segurança de barragens e gestão de recursos hídricos.
Para quem começa do zero, uma preparação consistente tende a exigir de oito a doze meses. Candidatos já formados ou atuantes nas áreas técnicas podem reduzir esse prazo, mas ainda precisam adaptar seus conhecimentos ao estilo do Cebraspe e à legislação federal aplicada à ANA.
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Quando sai o edital do concurso ANA?
Não existe data oficial para outro edital. O concurso de 2024 ainda produziu nomeações em 2026, inclusive por meio do aproveitamento de classificados além das vagas iniciais. Enquanto a Administração estiver utilizando esse cadastro, uma nova seleção para o mesmo cargo perde urgência imediata.
Isso não impede um futuro concurso para carreiras diferentes. A ANA também possui cargos de Analista Administrativo, Técnico Administrativo e Especialista em Geoprocessamento. Contudo, não há autorização específica publicada para um novo edital exclusivo da Agência.
Análise realista para o próximo edital
O histórico não sustenta uma previsão de curto prazo. Antes da seleção de 2024, o último concurso da Agência para cargos de nível superior havia ocorrido em 2008. Em 2012, houve uma seleção voltada ao cargo de Técnico Administrativo. A distância entre esses certames mostra que a ANA não segue um ciclo regular de editais a cada dois ou quatro anos.
O cenário mais provável é de continuidade das posses e gestão do quadro formado pelo concurso recente. Uma nova seleção passaria, normalmente, por levantamento de necessidade, disponibilidade orçamentária, solicitação ao Ministério da Gestão e autorização formal. Nenhum desses atos foi divulgado para outro concurso da ANA.
Para o candidato, isso leva a uma decisão simples: estudar o núcleo comum das agências reguladoras e manter flexibilidade. Assim, o tempo investido não dependerá exclusivamente da ANA.
Concursos anteriores da ANA: histórico e comparativo
O histórico mostra seleções com finalidades bastante diferentes. Houve concursos mais amplos para carreiras técnicas e administrativas, uma seleção específica para técnico e, em 2024, um edital concentrado no cargo de especialista em regulação.
Em 2008, a Agência selecionou profissionais de nível superior para carreiras como especialista, analista e geoprocessamento. A organização ficou sob responsabilidade da Esaf, cuja cobrança tradicional utilizava questões de múltipla escolha e forte divisão por disciplinas.
A seleção de 2012 mudou o público-alvo. Foram oferecidas 45 vagas para Técnico Administrativo, cargo de nível médio, com organização da Cetro Concursos. O edital de abertura do concurso de 2012 estabeleceu prova objetiva de múltipla escolha e prova discursiva.
Como os editais anteriores evoluíram
A principal mudança ocorreu na especialização do conteúdo. O concurso mais recente não separou os candidatos pela formação acadêmica exigida, pois aceitou diploma superior em qualquer área. A diferenciação aconteceu dentro da prova, com três programas específicos.
Isso ampliou formalmente o público habilitado, mas não tornou a seleção generalista. Um graduado em qualquer curso poderia disputar as vagas, porém precisava dominar economia regulatória, engenharia hídrica ou gestão ambiental, conforme a especialidade escolhida.
Também houve mudança de banca. O Cebraspe adotou 120 itens de certo ou errado, discursiva técnica, avaliação de títulos e curso de formação. Comparado ao modelo de múltipla escolha de concursos anteriores, o formato recente aumentou a importância da estratégia de marcação e da análise de afirmações técnicas.
Nível de dificuldade da prova
A dificuldade pode ser classificada como alta. Além da extensão do programa, o candidato precisou atingir notas mínimas separadas nos conhecimentos básicos, nos específicos e no conjunto das provas. Uma boa pontuação em apenas um bloco não compensava desempenho muito baixo no outro.
Outro obstáculo foi a interdisciplinaridade. Na especialidade econômica, por exemplo, não bastava conhecer microeconomia: também eram cobradas matemática financeira, análise de investimentos, economia ambiental, contabilidade regulatória e econometria. Nas áreas hídricas, o conteúdo juntou cálculo técnico, legislação, planejamento, meio ambiente e políticas públicas.
Esse histórico favorece candidatos que trabalham com revisões cumulativas, resolução comentada de itens e treinamento de discursivas desde o início. Deixar a escrita para as últimas semanas é um erro nesse tipo de concurso.
Cargos e vagas do concurso ANA: o que esperar
Cargos e escolaridade exigida
O edital mais recente concentrou todas as oportunidades no cargo de Especialista em Regulação de Recursos Hídricos e Saneamento Básico, com três especialidades:
- Especialidade 1: ênfase em economia, finanças, contabilidade e regulação econômica;
- Especialidade 2: ênfase em hidrologia, hidráulica, saneamento, barragens e infraestrutura;
- Especialidade 3: ênfase em hidrologia, qualidade da água, meio ambiente e gestão de recursos hídricos.
Nas três opções, o requisito formal foi diploma de nível superior em qualquer área reconhecido pelo Ministério da Educação. As atribuições envolvem regulação, fiscalização, outorga, elaboração de normas de referência, implementação da política de recursos hídricos e atividades relacionadas ao saneamento básico.
O quadro permanente da ANA também contempla Analista Administrativo, Técnico Administrativo e Especialista em Geoprocessamento. Esses cargos apareceram em seleções anteriores, mas não foram oferecidos no edital de 2024.
Vagas: histórico e o que esperar
O concurso de 2024 ofereceu 40 vagas imediatas e formação de cadastro de reserva. A distribuição foi de 15 oportunidades para a especialidade econômica, 15 para a área de engenharia, hidrologia e hidráulica, e 10 para gestão de recursos hídricos.
Em comparação, o edital de 2012 havia disponibilizado 45 vagas exclusivamente para Técnico Administrativo. A proximidade numérica não indica um padrão, pois os cargos, os níveis de escolaridade e as necessidades institucionais eram diferentes.
Para um próximo edital, não existe quantidade projetada. O histórico permite esperar carreiras regulatórias ou administrativas, mas qualquer estimativa de vagas dependeria de vacâncias, aposentadorias, orçamento e autorização governamental.
Salários atualizados do Especialista em Regulação
Remuneração do último edital
O edital de abertura publicado pelo Cebraspe informou remuneração inicial de R$ 16.413,35, com jornada de 40 horas semanais. Esse era o valor de referência quando a seleção foi aberta, em janeiro de 2024.
A carreira passou a ser remunerada por subsídio, parcela única prevista em lei, sem a antiga divisão entre vencimento básico e gratificação de desempenho. A tabela legal estabeleceu dois momentos de atualização. Desde 1º de abril de 2026, o subsídio da Classe A, Padrão I, passou para R$ 17.726,42.
A progressão na carreira aumenta gradualmente o valor. Na mesma tabela com efeitos financeiros a partir de abril de 2026, o topo indicado para as carreiras de especialista das agências reguladoras alcança R$ 36.694,00. O servidor ainda pode ter direitos gerais do funcionalismo federal, como auxílio-alimentação e benefícios condicionados à sua situação funcional, mas essas parcelas não integram o subsídio do cargo.
Perspectiva de atualização salarial
A reestruturação foi negociada entre o governo federal e as entidades representativas das agências. O acordo remuneratório divulgado pelo Ministério da Gestão previu duas etapas, em janeiro de 2025 e abril de 2026. A segunda etapa já está vigente, e não existe outro reajuste específico confirmado para a carreira depois dela.
O que estudar para o concurso ANA
Disciplinas cobradas e peso de cada bloco
A prova objetiva mais recente teve 50 itens de conhecimentos básicos e 70 itens específicos. A discursiva valeu 30 pontos e abordou o conteúdo da especialidade escolhida.
O bloco comum reuniu:
- Língua Portuguesa: 10 itens;
- Raciocínio Lógico, Probabilidade e Estatística: 10 itens;
- Tecnologia da Informação e Ciência de Dados: 10 itens;
- Recursos Hídricos, Saneamento Básico e Legislação Aplicada: 20 itens.
Na Especialidade 1, os 70 itens específicos foram distribuídos entre microeconomia, matemática financeira, análise de investimentos, economia ambiental, regulação econômica, contabilidade aplicada à regulação e econometria.
Na Especialidade 2, o maior peso ficou com hidrologia, acompanhada de hidráulica, sistemas de saneamento, saneamento ambiental, segurança de barragens e infraestrutura hídrica.
A Especialidade 3 também deu peso elevado à hidrologia e à gestão de recursos hídricos. Qualidade da água, meio ambiente e economia ambiental completaram o bloco.
O que mais elimina candidatos
O primeiro risco é o método certo ou errado. Cada resposta em desacordo com o gabarito retira um ponto, enquanto uma questão em branco não soma nem desconta. O candidato que tenta responder tudo sem segurança pode destruir parte da pontuação conquistada.
O segundo risco está nas notas mínimas. Era necessário alcançar pelo menos 10 pontos nos conhecimentos básicos, 21 nos específicos e 36 no conjunto das objetivas. Esses limites são relativamente baixos, mas o sistema de penalização torna possível ficar abaixo deles mesmo tendo acertado muitas questões.
Por fim, a discursiva exige domínio técnico, organização e linguagem objetiva. Conhecer conceitos de forma fragmentada não basta. É preciso explicar processos regulatórios, problemas hídricos ou fundamentos econômicos de maneira estruturada e dentro do espaço disponível.
Como começar hoje
- Escolha uma das três áreas técnicas antes de montar o ciclo. A parte específica representa a maior parcela da prova e muda completamente de uma especialidade para outra.
- Estude a Política Nacional de Recursos Hídricos junto com questões. Relacione instrumentos como outorga, cobrança, planos de recursos hídricos e enquadramento dos corpos d’água às competências da ANA.
- Inclua o marco legal do saneamento na rotina semanal. O papel regulatório da Agência aumentou e apareceu de forma expressiva no bloco comum.
- Resolva itens do Cebraspe com controle de saldo. Registre acertos, erros e respostas em branco para descobrir em quais assuntos sua marcação ainda é arriscada.
- Treine estatística e ciência de dados desde o começo. Essas disciplinas não funcionam bem quando acumuladas para a reta final.
- Produza uma discursiva técnica a cada quinze dias. Alterne temas de regulação, recursos hídricos, saneamento e o conteúdo específico da área escolhida.
- Monte um caderno de erros por afirmação. Em vez de copiar a questão inteira, registre exatamente qual conceito tornou o item certo ou errado.
- Acompanhe também concursos de outras agências reguladoras. O núcleo de regulação, administração pública, português e raciocínio quantitativo pode ser reaproveitado enquanto não surge outra autorização da ANA.
Conclusão
O concurso recente já percorreu todas as etapas e entrou na fase de provimento, sem anúncio de uma nova seleção. Ainda assim, o conteúdo continua valioso para quem mira carreiras regulatórias, ambientais ou de infraestrutura. O melhor próximo passo é escolher uma especialidade, construir a base comum e acompanhar esta página para futuras autorizações e convocações.
Se você está começando do zero, escolher o curso certo pode acelerar muito sua evolução e evitar erros comuns no início da preparação. Para te ajudar nisso, fiz uma análise completa com os principais cursos para concursos e o que cada um realmente entrega.







